Ilso Martins




Foi na Fábrica de Cultura de Iguape que meu artesanato ganhou forma. Um espaço que me abriu portas para expor algo que sempre esteve em mim: a vontade de criar com as próprias mãos. Desde então, ao lado da minha esposa, venho transformando ideias em arte — e materiais antes sem valor em peças que contam histórias.
Minha motivação principal é simples e verdadeira: mostrar minha criatividade ao mundo. Cada trabalho é um reflexo disso. Não temos um nome específico para o nosso fazer, porque o nome é a própria essência da criação: expressar, transformar, se conectar.
Nosso propósito vai além da estética.
Acreditamos que reaproveitar o que seria descartado é uma forma de cuidar do planeta e de valorizar a arte como ferramenta de mudança. No contato com o público e com outros artesãos, vivemos um movimento constante de troca e crescimento.
Os desafios? Estão presentes todos os dias.
Mas cada reconhecimento — seja um elogio, um olhar demorado sobre uma peça, uma conversa que nasce numa feira — é um combustível potente que nos impulsiona a seguir.