Adriana Domingos

Filha de imigrantes europeus, cresci cercada por ofícios manuais — costura, bordado, tricô — aprendidos com minha mãe e avós. Criar com as mãos sempre foi minha forma de expressar afeto, mesmo enquanto seguia outra carreira por quase vinte anos.

Depois do casamento, mudei para Iguape em busca de uma vida mais simples, mas com o fim dessa etapa, precisei recomeçar do zero.

Foi então que reencontrei uma velha caixa herdada da família, com minha máquina de costura e ferramentas. Transformei um chinelo usado em uma sapatilha de barbante, e disso nasceu meu sustento.

Hoje, meu trabalho une tradição, afeto e criatividade — num lugar onde ainda se vive como antigamente, com valores que não se compram.